CBF começa a instalar impedimento semiautomático para o Brasileirão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu início ao processo de implantação do sistema de impedimento semiautomático para o Campeonato Brasileiro. O Maracanã foi escolhido como o primeiro estádio a receber os equipamentos, com a instalação iniciada na última segunda-feira (26) e previsão de conclusão nesta quarta-feira (28). A tecnologia foi contratada em novembro de 2025 junto à Genius Sports, empresa que também presta serviços à Premier League. O sistema utiliza, no mínimo, 28 câmeras por estádio, responsáveis por mapear em três dimensões a posição dos jogadores e da bola, permitindo decisões mais rápidas e precisas em lances de impedimento. Ao todo, 27 estádios da Série A estão incluídos no projeto. O investimento previsto pela CBF é de aproximadamente R$ 25 milhões até 2027, contemplando não apenas a instalação das câmeras, mas também equipamentos de apoio utilizados pela arbitragem durante as partidas. Apesar da implantação já em andamento, a utilização do sistema não deve ocorrer de forma imediata. A CBF condiciona a ativação do impedimento semiautomático à conclusão das instalações em todas as arenas e à realização de testes oficiais. Até o momento, 16 estádios já foram vistoriados, incluindo Maracanã, Neo Química Arena, Morumbis, Mineirão, Arena Fonte Nova, Barradão, Vila Belmiro, Beira-Rio e Arena do Grêmio. Outras arenas ainda aguardam etapas finais do processo, como Arena Condá, Baenão, Maião e Allianz Parque. Além disso, pendências relacionadas à importação de equipamentos e visitas técnicas podem adiar a estreia da tecnologia para rodadas posteriores do campeonato. O novo sistema promete reduzir o tempo de análise e diminuir a margem de erro nas decisões de impedimento, ao substituir a interpretação baseada em imagens de transmissão por um modelo automatizado, com linhas virtuais geradas a partir de câmeras exclusivas. A CBF vê a iniciativa como um avanço para a arbitragem e um passo para aproximar o futebol brasileiro dos padrões adotados em grandes competições internacionais. Fonte: Metro1
Excesso de peso atinge mais de 60% da população brasileira, diz Ministério da Saúde

Mais de 60% da população adulta brasileira está acima do peso e cerca de um quarto já enfrenta a obesidade. Os dados são do Vigitel 2024, levantamento divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde, que monitora fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais do país. De acordo com a pesquisa, a prevalência de excesso de peso passou de 42,6% em 2006, início da série histórica, para 62,6% em 2024. No mesmo período, a obesidade mais que dobrou, saltando de 11,8% para 25,7%. O avanço desses índices reforça o alerta para os impactos do sobrepeso na saúde pública brasileira. O levantamento também revela crescimento no número de diagnósticos de doenças crônicas. O percentual de adultos com diabetes chegou a 12,9% em 2024, mais que o dobro do registrado em 2006, quando a taxa era de 5,5%. Já a hipertensão arterial apresentou aumento mais moderado, passando de 22,6% para 29,7% da população adulta. Segundo a diretora do Departamento de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Letícia Cardoso, o aumento dos casos de diabetes está relacionado tanto à ampliação do diagnóstico quanto à necessidade de fortalecer ações preventivas. “Esse resultado tem a ver com mais diagnósticos sendo feitos, mas também acende um alerta para a prevenção e o cuidado com a população”, afirma. Apesar do avanço do sobrepeso e da obesidade, o Vigitel aponta melhora em alguns hábitos de vida. A prática de atividade física no tempo livre aumentou ao longo dos anos. Em 2024, 42,3% dos entrevistados afirmaram realizar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada, contra 30% em 2006. Em relação à alimentação, o consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu relativamente estável, passando de 33% em 2008 para 31,4% em 2024. Um dado positivo foi a redução do consumo regular de refrigerantes, que caiu de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024, embora o ministério destaque um leve aumento nos últimos dois anos, o que exige atenção. Pela primeira vez, a pesquisa trouxe informações sobre os hábitos de sono da população brasileira. Segundo o Vigitel, 20,2% dos adultos nas capitais dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% relatam ao menos um sintoma de insônia. A prevalência é maior entre as mulheres, com 36,2%, contra 26,2% entre os homens. De acordo com o Ministério da Saúde, a qualidade e a duração do sono têm impacto direto na prevenção de doenças crônicas, no controle do peso e na saúde metabólica, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à promoção de hábitos saudáveis.