Separação milionária: a fortuna de Virgínia entra na partilha?

O possível fim do casamento entre a influenciadora Virgínia Fonseca e o cantor Zé Felipe reacendeu uma dúvida que vai muito além do mundo das celebridades: em caso de divórcio, a fortuna construída durante o casamento precisa ser dividida? A resposta, segundo o Direito de Família, é clara: tudo depende do regime de bens escolhido no casamento. No regime mais comum no Brasil, a comunhão parcial de bens, todo o patrimônio adquirido após o casamento deve ser partilhado, independentemente de quem ganhou mais. Já na separação total de bens, cada cônjuge permanece com o que é seu, salvo situações excepcionais reconhecidas pela Justiça. Existe ainda a comunhão universal, na qual todos os bens, inclusive os anteriores ao casamento, entram na divisão. Mas o ponto que mais chama atenção nos divórcios atuais envolve o mundo digital. Empresas, marcas pessoais, contratos publicitários e até perfis em redes sociais podem ser avaliados como patrimônio e integrar a partilha, desde que tenham sido criados ou valorizados durante o casamento. Casos como o de Virgínia mostram que casamento não é apenas uma relação afetiva, mas também um vínculo jurídico com efeitos patrimoniais importantes. A ausência de planejamento pode resultar em disputas longas, caras e emocionalmente desgastantes. 📌 Em situações de divórcio ou dúvidas sobre partilha de bens, a orientação jurídica é fundamental para garantir direitos e evitar prejuízos. O auxílio de um advogado de confiança é fundamental. Escrito por: Advogado José Almeida OAB/BA 57.290 Atuação em Direito de Família