O empresário Paulo Camisotti foi convocado como testemunha à CPMI do INSS, que investiga um esquema criminoso responsável por desviar bilhões de reais de aposentados e pensionistas. Amparado por habeas corpus, ele permaneceu em silêncio e respondeu apenas que é presidente da ABCS e filho de Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025 por envolvimento na fraude.
Segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, empresas ligadas à família Camisotti movimentaram mais de R$ 800 milhões, sendo mais de R$ 350 milhões destinados diretamente a eles. A acusação aponta a criação de uma rede de serviços fictícios que realizava descontos indevidos, incluindo quase R$ 500 milhões retirados por meio da Ambec.
Gaspar afirmou que a diretoria da associação era composta por familiares e funcionários ligados à família Camisotti e acusou Paulo, o pai e outros envolvidos de integrarem o esquema. A defesa não comentou as acusações durante a audiência.

