Brasil mira fim de tabus contra Noruega e europeus em Copas do Mundo

Imagens CazéTV

O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Além de buscar a vaga nas quartas de final, a seleção brasileira entra em campo com o objetivo de quebrar dois tabus históricos.

Tabu 1: O histórico contra a Noruega

A Noruega detém uma marca única: é a única seleção do mundo que já enfrentou o Brasil e nunca foi derrotada pela equipe canarinho. No total, são quatro confrontos históricos, com duas vitórias norueguesas e dois empates:

  • 1988 (Amistoso): Empate por 1 a 1 em Oslo.

  • 1997 (Amistoso): Vitória da Noruega por 4 a 2, quebrando uma invencibilidade brasileira de 42 meses.

  • 1998 (Copa do Mundo): Vitória de virada da Noruega por 2 a 1, na fase de grupos.

  • 2006 (Amistoso): Empate por 1 a 1 em Oslo, no jogo que marcou a estreia de Dunga no comando técnico.

Curiosidade de gerações: O elenco da Noruega dos anos 1980 e 1990 era composto por pais de grandes nomes do futebol atual. O ex-lateral Alf-Inge Haaland é pai do astro Erling Haaland, o ex-atacante Goran Sorloth é pai de Alexander Sorloth, e o ex-meia Stale Solbakken é o atual treinador da seleção nórdica.

Tabu 2: O jejum contra seleções europeias em mata-matas

Desde a conquista do pentacampeonato em 2002 (quando venceu a Alemanha), o Brasil não consegue derrotar nenhum adversário europeu em fases eliminatórias de Copa do Mundo. Esse jejum de cinco Mundiais resultou em eliminações traumáticas:

  • 2006 (Quartas de final): Derrota por 1 a 0 para a França.

  • 2010 (Quartas de final): Derrota por 2 a 1 de virada para a Holanda.

  • 2014 (Semifinal): A histórica e dolorosa goleada de 7 a 1 sofrida contra a Alemanha no Mineirão.

  • 2018 (Quartas de final): Derrota por 2 a 1 para a Bélgica.

  • 2022 (Quartas de final): Eliminação nos pênaltis (4 a 2) para a Croácia, após empate por 1 a 1 na prorrogação.

A mentalidade do elenco

Em entrevistas coletivas realizadas na última sexta-feira (3), os jogadores demonstraram motivação para mudar esse cenário. O lateral Douglas Santos destacou que o tabu serve de incentivo para buscar a vitória, enquanto o atacante Matheus Cunha ressaltou que o foco do grupo está em superar as dificuldades passadas para construir uma nova história na competição.

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