Manter um bom condicionamento cardiorrespiratório pode trazer benefícios que vão além da saúde do coração. Uma revisão de 27 estudos, publicada na revista Nature Mental Health, indica que pessoas com maior aptidão para realizar atividades físicas apresentam menor risco de desenvolver depressão, demência e transtornos psicóticos.
A análise reuniu pesquisas realizadas entre 2009 e 2025 e envolveu mais de 4 milhões de participantes, com idades entre 10 e 72 anos, de nove países.
A aptidão cardiorrespiratória corresponde à capacidade do organismo de absorver, transportar e utilizar oxigênio durante o esforço físico. Segundo os pesquisadores, diferentes mecanismos podem explicar a relação entre o bom condicionamento e a proteção cerebral.
Manter um bom condicionamento cardiorrespiratório pode trazer benefícios que vão além da saúde do coração. Uma revisão de 27 estudos, publicada na revista Nature Mental Health, indica que pessoas com maior aptidão para realizar atividades físicas apresentam menor risco de desenvolver depressão, demência e transtornos psicóticos.
A análise reuniu pesquisas realizadas entre 2009 e 2025 e envolveu mais de 4 milhões de participantes, com idades entre 10 e 72 anos, de nove países.
A aptidão cardiorrespiratória corresponde à capacidade do organismo de absorver, transportar e utilizar oxigênio durante o esforço físico. Segundo os pesquisadores, diferentes mecanismos podem explicar a relação entre o bom condicionamento e a proteção cerebral.
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O aumento do fluxo sanguíneo durante os exercícios favorece a liberação de substâncias relacionadas ao funcionamento cerebral e de fatores de crescimento dos neurônios, o que pode estimular a neuroplasticidade, capacidade do cérebro de formar novas conexões.
“A elevação do fluxo sanguíneo leva a um aumento da oferta de substâncias como a endorfina e os fatores de crescimento neuronais, favorecendo a neuroplasticidade, ou seja, a capacidade do cérebro de criar novas ligações entre os neurônios”, explica o neurologista Ivan Okamoto, do Einstein Hospital Israelita.
A prática frequente de atividades físicas também está associada à redução da inflamação crônica e do estresse oxidativo, fatores relacionados à degeneração dos neurônios e a alterações no funcionamento cerebral.
Entre as atividades mais indicadas para desenvolver a capacidade cardiorrespiratória estão caminhada em ritmo acelerado, corrida, ciclismo, natação e outros esportes.
A musculação também pode contribuir para o aumento da capacidade funcional e facilitar a realização de outras modalidades de exercício.
A recomendação é buscar uma rotina que possa ser mantida ao longo do tempo, aumentando a intensidade gradualmente e, quando possível, com acompanhamento profissional.
“A boa aptidão cardiovascular deve fazer parte de um estilo de vida saudável, que envolva também bom padrão alimentar e acompanhamento da pressão sanguínea, entre outros”, acrescenta Okamoto.



