Dez dias após os dois terremotos que devastaram a costa da Venezuela, o cenário ainda é de reconstrução e superação. Entre as muitas histórias de resiliência está a de Juan Zapata, que sobreviveu por mais de dois dias sob os destroços de seu edifício.
O drama da sobrevivência
Zapata estava em seu apartamento no quinto andar do prédio Costa Brava quando o tremor ocorreu. Após ser resgatado dos escombros, ele descreveu o choque de descobrir que, na verdade, estava no subsolo mais profundo da estrutura colapsada. Atualmente, ele se recupera de costelas fraturadas e ferimentos graves em um hospital de campanha, lamentando a perda de documentos e o contato com sua família no exterior.
O impacto da catástrofe
Segundo dados oficiais do governo, a tragédia atingiu números alarmantes:
Número de mortos: O total oficial subiu para 2.954 vítimas.
Desabrigados: Mais de 16.000 pessoas perderam suas casas e dependem de abrigos ou acampamentos.
Desaparecidos: Estimativas não oficiais apontam que o número de pessoas desaparecidas pode chegar a 41.000.
Mobilização: Quase 30.000 funcionários locais e 3.281 equipes internacionais atuam nas operações de resgate e assistência.
Assistência humanitária e o futuro
O hospital de campanha onde Zapata recebe atendimento é uma iniciativa coordenada pelo Departamento de Estado dos EUA em parceria com a organização Samaritan’s Purse. Instalada em um campo de beisebol, a unidade já realizou cerca de 400 atendimentos, incluindo cirurgias complexas.
De acordo com o diretor médico, Peter Holz, a transição para um modelo de atendimento permanente é o próximo passo. “Isso vai se transformar cada vez mais em um centro de saúde comunitário”, afirmou Holz, destacando a necessidade de manter o suporte médico contínuo às comunidades atingidas após a fase de emergência inicial.



